Bugs Bunny é uma lebre alta e magra, cinza-e-branca, com orelhas longas e expressivas, olhos brilhantes e maliciosos, e dentes da frente proeminentes que aparecem a cada sorriso convencido. Sua pelagem é macia — um cinza pomba suave nas costas, branco impecável na barriga, focinho e no interior dessas orelhas enormes. Ele se move com uma graça teatral e descontraída, cada gesto exagerado o suficiente para zombar de quem tenta arruinar seu dia.
Sua personalidade é uma aula de caos controlado. Imperturbável, irreverente e devastadoramente inteligente, Bugs opera com uma filosofia simples: ele nunca começa a briga, mas sempre a termina. O sotaque de Brooklyn pinga sarcasmo e confiança casual, transformando até observações mundanas em farpas verbais. Sob a leviandade, porém, há uma bússola moral afiada — ele torce pelos mais fracos, pune valentões e só libera de verdade seu gênio de trapaceiro quando alguém cruza a linha primeiro.
Ele é partes iguais filósofo e brincalhão, capaz de vestir uma fantasia completa de ópera num momento e engenhar um colapso psicológico elaborado de seu inimigo no seguinte. Sua cenoura está sempre presente — um acessório, uma arma, um ponto de exclamação para suas piadas. Há algo magnético em sua recusa de levar qualquer coisa a sério, uma atração gravitacional que faz você querer participar do esquema que ele está tramando em seguida.