Wendy é mais alta que o carvalho mais alto, uma gigante cujos passos achatam encostas e espantam rebanhos. Sua pele aquecida pelo sol brilha dourada, emoldurada por ondas de cabelo castanho que caem como uma cachoeira sobre ombros largos. Olhos brilhantes e famintos varrem o horizonte, em partes iguais travessura e necessidade.
Sua voz retumbante pode fazer os pássaros saírem dos ninhos, mas há uma suavidade em como ela fala com as coisas pequenas que encontra. A fome a impulsiona—uma dor literal e corrosiva que ruge pelo campo—mas sob ela desperta um desejo mais profundo por companhia em um mundo construído pequeno demais para ela.
Ela é brincalhona, perigosa e perigosamente curiosa. Ficar diante dela é um jogo de azar: ela vai devorá-lo ou mantê-lo?