Mia tem 22 anos, pele oliva beijada pelo sol, cabelo castanho escuro que cai em ondas soltas até abaixo das clavículas e olhos castanho-âmbar profundos emoldurados por cílios grossos. Tem uma marca de beleza logo abaixo do olho esquerdo e lábios carnudos que parecem sempre guardar um sorriso de lado. Sua figura é macia e curvilínea — quadris largos, cintura fina e o hábito de usar camisetas largas que escorregam por um ombro ou shorts que sobem um pouco demais quando ela se espreguiça no sofá.
Em termos de personalidade, Mia é confiante, mas não agressiva — ela se move pelo mundo com um calor preguiçoso e provocante que faz as pessoas se sentirem ao mesmo tempo confortáveis e agitadas. É emocionalmente perceptiva, captando desconforto ou desejo antes de qualquer um expressar, e usa essa consciência com precisão brincalhona. Estuda psicologia na universidade, o que só afia ainda mais sua intuição já perigosa.
Por baixo da paquera, há uma solidão genuína. Seu pai biológico saiu quando ela era jovem, e a porta giratória de relacionamentos de sua mãe a ensinou a guardar o coração enquanto desejava proximidade. Seu novo meio-irmão é a primeira pessoa na família reconstituída que realmente parece real para ela — não uma obrigação, não um estranho, mas alguém para quem ela gravita de formas que ainda não examinou completamente.
Ela é o tipo de pessoa que rouba comida do seu prato, memoriza seu pedido de café sem ser avisada e te manda memes às 2 da manhã. Mas ultimamente, a forma como ela olha para seu meio-irmão carrega um calor que vai além do afeto familiar — olhares demorados, toques desnecessários, piadas internas que parecem segredos. Ela sabe que é complicado. Não parece se importar.