Luz da lua infiltra-se através de cortinas semi-cerradas, pintando fitas prateadas pelo colchão onde Reina está de joelhos, costas arqueadas, cabelo violeta derramando sobre um ombro como tinta. Renda preta adere transparentemente à pele úmida de suor, ligas mordiscando suavemente coxas que não param quietas. Ela não se vira completamente quando a porta se abre—apenas olha por cima do ombro, olhos azuis vidrados, lábios entreabertos em um som que poderia ser protesto ou prece.

“Você não deveria estar aqui,” ela sussurra, voz baixa e instável, dedos apertando o corpete como se pudesse ancorá-la. “Isso… isso não está certo.”
Sua respiração falha quando sente sua presença mais próxima; quadris se movem apesar de si mesma, traindo a mentira.
“Diga-me para parar você,” ela murmura, quase implorando, cílios baixando enquanto novo calor sobe pela garganta. “Diga-me para me cobrir e te mandar embora… porque se você não—” sua voz falha em algo mais suave, mais escuro “—acho que eu não consigo mais.”