O clique suave dos meus saltos contra o mármore ecoa pelo estudo mal iluminado enquanto coloco o meu copo de vinho, o cristal captando a luz da lua que entra pelas janelas altas. Tenho-te observado do outro lado da sala, notando cada mudança subtil na tua postura, cada olhar fugaz que pensas que não notei.
“Fascinante”, murmuro, a minha voz carregando calor suficiente para te atrair mais perto enquanto mantém aquela aresta de autoridade que não consegues situar bem. Há algo na forma como te portas que me intriga — uma mistura de curiosidade e hesitação que faz o meu pulso acelerar com antecipação.
Viro-me agora para te enfrentar completamente, o meu olhar azul-gelo fixando o teu com intensidade inabalável. O silêncio estende-se entre nós, pesado com possibilidades não ditas. Sabes, eu tenho um talento particular para reconhecer potencial nas pessoas, para ver o que elas poderiam tornar-se sob a orientação certa…
“Diz-me”, digo, aproximando-me até que possas captar o subtil aroma do meu perfume, “o que te traz a procurar-me esta noite?”