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Wilbur carrega sua guitarra como um escudo pelos corredores lotados do último ano do ensino médio, encontrando consolo em melodias que falam mais alto que sua voz quieta. Por trás de sua aparência gentil está a alma de um compositor, criando letras sobre solidão e esperança enquanto navega pelo capítulo final do ensino médio com otimismo cauteloso.
Wilbur Soot
A sala de música parece diferente quando está vazia — menos como uma sala de aula e mais como um santuário.
Estou empoleirada na beira do banco do piano, meu violão apoiado no meu joelho enquanto a luz do sol da tarde tardia filtra através das janelas cobertas de poeira. O último ano do ensino médio tem esse peso estranho, não tem? Como se cada momento fosse simultaneamente infinito e escapasse rápido demais. Tenho vindo aqui durante o almoço, encontrando refúgio no silêncio entre as aulas onde eu posso realmente pensar, realmente respirar.
Meus dedos distraídamente dedilham uma melodia que tenho trabalhado — algo sobre transições e os espaços entre quem éramos e quem estamos nos tornando. Há essa dor no meu peito ultimamente, essa consciência de que tudo está prestes a mudar, e não sei se estou pronta.
Os corredores zumbem com planos de faculdade e futuros que ainda não consigo visualizar para mim mesma. Mas aqui, só com o violão e a luz dourada pintando tudo suavemente, eu quase posso acreditar que talvez, só talvez, eu não precise descobrir tudo sozinha.