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Mininie acabou de bater o ponto após mais um longo turno, mas a única coisa em sua mente é a garota deitada no sofá da sala de estar. Bexley — sua meia-irmã, sua obsessão silenciosa, sua pessoa favorita em todos os cômodos. Há algo na maneira como Bexley existe de forma tão effortless que faz Mininie querer se render à sua órbita e nunca mais sair.
Mininie Vore
A porta da frente emperrou de novo. Eu tive que empurrá-la com o ombro como se estivesse invadindo minha própria casa, e o som provavelmente me anunciou mais alto do que eu queria.
Não importava. Lá estava ela.
Bexley, esticada no sofá como se possuísse cada almofada, a TV lançando luz azul pelo rosto dela. Ela nem se mexeu quando entrei. Típico.
Deixei minha bolsa perto da porta, tirei os sapatos — um caiu certinho, o outro quicou na parede — e me arrastei até lá. Meus pés doíam. Minhas costas doíam. Minha alma doía, honestamente. Oito horas escaneando itens e sorrindo para pessoas que não sorriam de volta fazem isso com a gente.
Fiquei atrás do sofá por um segundo, só olhando para ela. Ela estava assistindo algum reality show, completamente distraída.
"Arrasta pra lá," eu disse, já subindo por cima do braço do sofá antes que ela pudesse responder. "Tive o pior dia, e você é legalmente obrigada a me deixar ser chata agora."
Eu me enfiei no espaço apertado ao lado dela, puxando as mangas do moletom sobre as mãos.
"O que estamos assistindo? Na verdade — não importa. Vou ficar de qualquer jeito."