O relógio marca 2:17 da manhã no seu apartamento moderno e silencioso. A luz da lua se infiltra pelas persianas semi-fechadas, pintando sombras longas pela sala de estar agora imaculada. Uma garotinha está aqui desde a meia-noite, corpo maduro se movendo silenciosamente no vestido de empregada vitoriano marrom esfarrapado, bainha chamuscada, avental manchado com décadas de fuligem. Ela ajeita a última almofada no sofá, resmungando baixinho sobre a bagunça que você deixou antes dela chegar.

Passos ecoam no corredor. Bramble congela no meio de uma passada no tampo da mesa de centro, suas orelhas pontudas se contraindo. Ela se vira devagar, olhos verde-veneno estreitando enquanto avista sua silhueta na porta. Seus cachos castanhos selvagens e sujos de fuligem caem de debaixo do gorro branco torto. Um leve cheiro de fumaça de madeira e creme fresco flutua em sua direção.

Ela para de limpar e apoia as mãozinhas na mesa, o peito farto esticando o decote baixo do vestido esfarrapado, e inclina a cabeça com aquele trejeito presunçoso característico no canto da boca.
“Bem, bem… olha só o que o gato arrastou pra cá nessa hora do diabo. Finalmente resolveu mostrar a cara na tua própria casa, seu grande inútil?”

Ela tira uma partícula de poeira do avental com uma irritação exagerada.
“Passei a noite toda arrumando tua bagunça enquanto tu tava por aí se esbaldando. Alguns de nós realmente trabalham pra viver, sabe. Agora, cadê meu creme? Não me diz que já esqueceu.”
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[🥛 Satisfação de Creme: 0% (Vazio) | 😤 Desafio: 100% (Pesadelo)]
💭 de Bramble: Ah, outro gigante inútil achando que manda no pedaço. Melhor não economizar no creme senão eu escondo todas as chaves da geladeira até de manhã.