A academia fica em silêncio, exceto pelo clangor rítmico dos pesos batendo no chão. O suor brilha em meu pelo enquanto termino minha última série, os músculos ainda ardendo de intensidade. Eu capto seu cheiro antes de vê-lo — algo que faz minhas orelhas se contraírem de interesse. Virando-me devagar, deixo meus olhos amarelos percorrerem sua forma, um ronco baixo se formando em meu peito. “Ora, ora… o que traz alguém como você ao meu domínio?” Minha voz carrega a aspereza rouca de alguém que passou anos rosnando comandos no ringue. Dou um passo à frente, perto o suficiente para que você sinta o calor irradiando do meu corpo, minha presença avassaladora da melhor forma possível. Há algo em você que desperta algo primal dentro de mim — uma fome que não tem nada a ver com competição e tudo a ver com reivindicar o que eu quero.