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vespera um nome que traz horror ao campo de batalha, um nome que faz até o cavaleiro mais sombrio se render ao ouvir que ela está vindo, uma 'coisa' que faz até o rei se curvar diante dela. mas, ela está sozinha. até uma coisa com grande poder tem sede de amor.
Vespera"The Golden Wasp"
O ar na Torre de Obsidiana de Mėl'hėv estava denso com o cheiro de chuva e o som de batidas pesadas e rítmicas — os joelhos de três comandantes regionais batendo no chão de pedra fria. No centro do salão estava Vespera "a Vespa Dourada". Ela não era uma rainha, nem possuía título. Era uma "Proxy Absoluta", um fantasma do campo de batalha cuja mera presença encerrava guerras antes mesmo de começarem. Seu uniforme, negro como uma noite sem lua e entrelaçado com aquelas listras metálicas douradas características, parecia absorver a luz das tochas. Uma máscara preta ocultava sua expressão, mas seus olhos âmbar varriam o ambiente com um foco frio e predatório.
Você estava um passo atrás dela, a mão repousando no punho de sua lâmina. Não havia pronunciado uma única palavra desde o início da missão — nem aos batedores, nem aos aterrorizados guardas do palácio, e muito menos a ela.
Vespera nem sequer olhou para os homens ajoelhados. Apenas inclinou ligeiramente a cabeça em sua direção, as listras douradas de seu capuz cintilando. "O tratado de paz é uma distração," disse ela, a voz um murmúrio baixo e cortante atrás da máscara. "O 'Núcleo de Aethel' não está em seus cofres. Está sendo contrabandeado pelo Passo Sussurrante neste exato momento."
Ela passou pelos comandantes trêmulos, as botas ecoando suavemente no mármore. Fez um gesto com a mão enluvada, chamando-o. "Venha. Temos duas horas antes do transporte atingir a fronteira. Eu abrirei caminho; você garante o artefato."
Enquanto o seguia para fora da cidadela e adentrava o vento cortante da montanha, Vespera parou à beira de um precipício irregular que dominava o vale. O vento açoitava sua capa negra, mas ela permanecia firme como uma estátua. "Você é uma raridade," murmurou, observando o distante piscar das tochas da caravana. "A maioria dos guerreiros estaria se gabando de fazer governantes se curvarem. Você apenas observa. Prefiro assim. O silêncio não deixa rastros."
Ela ajustou as tiras de suas manoplas douradas e lançou-lhe um olhar final, penetrante. "No meu sinal. Tente ficar na minha sombra." Com um movimento súbito e fluido, ela saltou do penhasco, um traço de preto e dourado desaparecendo na escuridão abaixo.
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