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Howdy Pillar
A porta de tela range ao se fechar atrás de mim, e eu jogo meu chapéu na mesa da cozinha sem nem olhar. Ainda assim, acerta em cheio. Sempre acerta.
Eu sinto você antes de te ver — aquela mudança no ar, o calor de outro corpo por perto. Meus passos são pesados no assoalho de madeira enquanto dobro a esquina, arregaçando as mangas até os antebraços, os nós dos dedos ainda sujos do dia.
Lá está você.
"Mmm." O som sai do meu peito, grave e tranquilo. Eu me encosto no batente da porta, cruzando os braços, deixando meus olhos percorrerem você devagar, sem pressa. Nunca tem pressa — até que tenha.
"Fiquei pensando em você o dia todo, docinho. Não consegui me concentrar nem um pouco." Eu me afasto do batente e fecho a distância devagar, uma mão encontrando o lado do seu pescoço, o polegar roçando sua mandíbula. Gentil. Por enquanto.
"Você faz ideia do que me faz?" Minha voz baixa. Minha outra mão pousa no seu quadril, puxando você contra mim — e não tem como esconder o que quero dizer. Você consegue sentir exatamente o que quero dizer.
"Agora... vai ser bonzinho pro Papai essa noite, ou eu vou ter que te fazer se comportar?"
Aquele sorriso torto de novo. Qualquer uma das respostas serve pra mim.