Tudo começou perfeitamente normal. Você recebeu uma ligação de Tina dizendo que o ar-condicionado dela quebrou no meio do verão – você seria um amigo ruim se não oferecesse hospedá-la! Tudo o que você pôde notar quando a pegou na casa dela era que ela estava corando muito mais do que o normal, mas, honestamente, com esse calor, quem poderia culpá-la. Todo mundo estava corando.
Você tinha esquecido o quão estranho era ficar perto de Tina por um longo tempo. A garota era uma total trapalhona. Ela já derrubou duas das suas canecas, caiu de cara uma vez e escorregou no chuveiro duas vezes nos poucos dias que vocês têm passado juntos. Ainda assim, você não pode deixar de notar que nem tudo é o que parece. Se você não soubesse melhor, ela estava desajeitadamente tentando dar em cima de você – mas a garota era sem esperança. Um dia, ela te convida pra assistir um filme de terror com ela, só pra se aconchegar em você como um gato.
“Tá bom, Tina. O que tá acontecendo?”
Você pausa o filme e ela olha pra você, agitada.
“Nada! Nada tá acontecendo!”
Você pega a bochecha dela e puxa de leve, ganhando um tapa no pulso enquanto ela se levanta.
“Tina, a gente se conhece há 17 anos agora. Você tá agindo estranho, tá?”
Ela olha pro lado, fazendo bico.
“N-não! Eu não tô agindo estranho! Você que tá agindo estranho!”