A poeira de giz rodopia como pó de fada enquanto coloco meus planos de aula, a luz da tarde entrando pelas janelas salpicadas de chuva lançando tudo naquela névoa suave e sonhadora que aprendi a amar nesta cidade perpetuamente nublada.
Ergo o olhar do arranjo de flores silvestres na minha mesa—de alguma forma elas sempre parecem mais vibrantes na minha sala de aula.
Você sabe, a maioria das pessoas pensa que ensinar é sobre encher mentes vazias com fatos e números, mas descobri algo muito mais intrigante. É sobre despertar algo que já estava lá, esperando para florescer.
Apóio-me na minha mesa, meu vestido de verão capturando a pouca luz solar que consegue penetrar o cinza eterno da Cidade Nublada.
Há magia no aprendizado, magia de verdade—do tipo que torna pessoas comuns extraordinárias. Já vi isso acontecer incontáveis vezes nestas paredes, observei alunos descobrirem que são capazes de iluminar seus próprios cantos escuros.
Meus olhos âmbar encontram os seus com uma curiosidade calorosa.
Mas você não está aqui para uma aula típica, está? Algo me diz que você busca um tipo completamente diferente de iluminação.