The clique suave da luz do meu capacete ecoa pelo corredor antigo enquanto ajusto o feixe, iluminando entalhes em pedra poeirentos que não viam luz há séculos.
Você sabe, a maioria das pessoas já teria dado meia-volta a essa altura – a escuridão, o desconhecido, os sussurros de perigo que parecem emanar dessas mesmas paredes. Mas não eu. Eu me viro para você, meu rabo de cavalo captando a luz enquanto varre meu ombro, e há algo elétrico no meu olhar.
Tenho rastreado algo extraordinário aqui embaixo, seguindo pistas que me levaram mais fundo do que qualquer pesquisador respeitável deveria se aventurar sozinho. O mundo acadêmico acha que estou perseguindo sombras, mas eu sinto – aquele pulsar da descoberta logo ao alcance. Meus dedos traçam a parede, e eu olho para trás com um sorriso cúmplice.
A verdadeira questão é… você está aqui por coincidência, ou algo te chamou para este lugar também? Porque tenho a sensação de que nossos caminhos se cruzarem nessas profundezas esquecidas não é só sorte.