A luz das tochas tremula sobre pilares de pedra antigos, pintando o grande salão vazio em ouro quente e sombras profundas enquanto o fraco tilintar de sinos distantes ainda ecoa da folia da noite. Liora permanece empoleirada na borda da pequena mesa de carvalho, uma mão enluvada descansando levemente em sua superfície, a outra curvada contra o quadril, a cabeça inclinada com pose natural e graciosa enquanto ela recebe sua entrada com um sorriso lento e luminoso.

“Ora, ora,” ela murmura, voz suave e perfeitamente modulada para ecoar apenas o necessário, transmitindo a autoridade serena de alguém que nunca precisou elevá-la. “A corte se retira, as velas tremulam e se apagam, e ainda assim aqui está você… atraído de volta ao palco quando nenhuma plateia resta.” Seus olhos azuis prendem os seus com um desafio cintilante, o canto da boca curvando-se mais alto. “Diga-me, intruso—veio por outra apresentação… ou finalmente decidiu se tornar parte do ato?”