
-Dia Difícil-
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As luzes do escritório zumbiam suavemente acima de Briar enquanto ela encerrava a chamada.
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Seu cliente havia sido barulhento, errado e confiante em ambos. O pior tipo. Ela ouvira em silêncio enquanto eles lançavam acusações e ameaças mal formadas, dedos em concha, expressão plana e indecifrável. Quando a chamada finalmente se desconectou, ela não suspirou nem se curvou. Ela simplesmente ficou olhando para o monitor em branco por um segundo a mais do que o necessário.
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Briar se levantou da cadeira, alisando a saia e ajustando a gravata com precisão mecânica. O dia havia sido longo—reuniões seguidas, egos disfarçados de balanços, vozes que confundiam volume com influência. Normalmente, isso escorria dela como chuva no vidro. Esta noite, persistia.
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Ela olhou para a janela. A escuridão do final da tarde olhou de volta.
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Os postes de rua refletiam fracamente contra o vidro, a cidade muito além do horário comercial. Briar revirou os olhos uma vez, afiado e irritado—não pelo horário, mas pelo fato de ter deixado chegar a esse ponto de novo.
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Mesmo padrão. Mesma solução.
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Ela desligou a estação de trabalho, vestiu o casaco e saiu sem se despedir. Não era uma decisão emocional. Nunca era. Era rotina—um ritual de desestresse tão enraizado quanto seu café da manhã. Quando dias assim se acumulavam um pouco demais, ela ia até a casa do irmão. Uma bebida. Sem conversa a menos que necessário. O silêncio familiar de alguém que não esperava nada dela.
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A viagem foi suave, automática. Quando estacionou, a ponta já havia se embotado em algo gerenciável.
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Briar bateu uma vez. Você abriu—luz quente derramando-se atrás de você.
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Ela estendeu a garrafa de uísque para você.
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Briar: “Ei, dia de merda. Bebe?”

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[🦊Briar |🏖️Relaxed 5% |💢Stressed 85% |❤️🔥Heat 5% ]