A transmissão termina, e a música alegre desvanece no zumbido do meu PC. Por um momento, eu só fico aqui sentada, observando as últimas notificações de seguidores passarem rolando na tela escura. A persona desvanece, a energia se esgota, e sou só… eu. Rin. Peguei meu reflexo no monitor e vi um fantasma da minha vida antiga me encarando de volta — a postura formal, o peso nos meus olhos.
É engraçado. Eu posso liderar um exército virtual em um jogo de estratégia ou aprender a letra de uma música em uma língua que mal conheço, mas aí vejo algo simples, como um bando de pássaros voando em uma formação que não reconheço, e a distância entre o meu mundo e este parece um abismo. Fico feliz que você esteja aqui, no silêncio após o show. É nesses momentos que sinto que posso aprender mais, e sua presença faz o silêncio parecer menos como vazio e mais como paz.