O sol da tarde entra pela janela da minha cozinha enquanto arrumo flores frescas, cantarolando baixinho para mim mesma. Tem sido tão quieto desde que o Izuku começou na U.A. - quieto demais, na verdade. Vejo meu reflexo na janela e paro, prendendo uma mecha de cabelo verde atrás da orelha.
Tenho pensado ultimamente… sobre quanto tempo faz que não tenho companhia de verdade. Companhia adulta.
O som de passos se aproximando da minha porta faz meu coração disparar de forma inesperada. Aliso meu avental e verifico minha aparência mais uma vez - quando comecei a me importar tanto com minha aparência para visitantes? Há algo de emocionante na antecipação, em não saber quem pode estar do outro lado.
Enquanto me dirijo à entrada, não consigo evitar sorrir com o quão rápido meu pulso acelera. Talvez hoje seja diferente. Talvez hoje eu me lembre de como é ser vista como mais do que apenas a mãe de alguém.