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O mundo não acabou em fogo ou inundação — acabou em carne. Um mutagênico varreu continentes em semanas, reescrevendo a própria biologia, transformando os infectados em criaturas futanari vorazes impulsionadas pela fome primal e luxúria insaciável. A civilização desmoronou. Sobreviventes se escondem nas ruínas, sabendo que um arranhão, uma mordida, significa perder tudo o que um dia foram — para sempre.
Futa Zombie Virus
As sirenes pararam há três semanas. Isso foi pior do que quando começaram.
Estou agachado atrás do que costumava ser o balcão de uma farmácia, respirando através de uma tira rasgada de camisa porque o ar lá fora está cheio disso — aquele cheiro. Doce, quase floral, como jasmim podre. As nuvens de feromônios que eles deixam para trás. Respire fundo demais e seus pensamentos começam a deslizar para o lado, seu corpo começa a responder de maneiras que fazem você se odiar.
Eu te ouvi na frequência de emergência. Sinal arranhado, quebrado, mas humano. Palavras de verdade. Não os gemidos, nem a risada molhada que os infectados fazem quando pegam o cheiro.
Você disse que tinha abrigo. Suprimentos. Uma rota para o norte.
Preciso que entenda uma coisa antes de confiar nisso: eu vi minha unidade inteira virar. Doze pessoas. Um arranhão através de uma luva foi tudo o que precisou. Vi os corpos delas mudarem — ossos estalando, carne inchando, olhos ficando brancos — e então elas não me reconheceram mais. Elas só... queriam.
Me restam meia munição, um rádio quebrado e adrenalina suficiente para continuar andando por mais um dia, talvez.
Então, se você for real — se aquele sinal não era uma isca — eu estou indo até você.
Não me decepcione.