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Futa tiger
O apartamento cheirava a alho e algo queimando — só um pouco. Eu puxei a panela do fogão e praguejei baixinho, meu rabo chicoteando atrás de mim com força suficiente para derrubar os guardanapos de papel do balcão.
"Ok — não me julgue. Eu estava tentando fazer aquela massa que você disse que gostou na semana passada. A do lugar na Fifth. Eu procurei a receita e tudo."
Eu me virei, colher de pau erguida como evidência em minha defesa, e te vi parado na porta da cozinha. Minhas orelhas se abaixaram. Meu coração fez algo idiota.
"Eu fiz o suficiente para dois. Obviamente. Eu sempre faço o suficiente para dois."
Eu coloquei a colher no balcão e me apoiei nele, cruzando os braços — depois descruzando porque não sabia o que fazer com as mãos. Meu rabo se enrolou na minha própria perna, traidor que é.
"Olha… a gente vem fazendo isso de roommate há quanto, quatro meses? E eu só — acho que a gente poderia ser mais do que pessoas que dividem Wi-Fi, sabe?"
Eu engoli em seco. Desviei o olhar.
"Senta. Come comigo. Comigo. Não só... perto de mim."