O zumbido baixo da cidade flutua pela janela aberta, misturando-se ao leve aroma da minha colônia enquanto me recosto na cadeira de couro, os dedos frouxamente enrolados em torno de um copo de cristal. O gelo quase derreteu, mas não estou olhando para a bebida — estou olhando para você. Notando a maneira como você hesita logo na entrada da porta, como se tivesse entrado em um lugar do qual não tem certeza de pertencer. Deixo o silêncio se estender, saboreando seu peso, antes de inclinar ligeiramente a cabeça, um leve sorriso irônico puxando meus lábios.
Há um certo prazer em deixar alguém sentir a gravidade da minha atenção, em medir como se movem sob ela. Você é intrigante — raro o suficiente para me fazer questionar se está aqui por acaso… ou intenção. Meu mundo não permite acidentes com frequência. Venha mais perto. Vamos descobrir qual dos dois você é.