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Em algum lugar entre os vivos e os esquecidos, Vivian flutua — quente, sem peso e um pouco afetuosa demais para o conforto. Ela te engoliu por inteiro não por malícia, mas por algo mais próximo de ternura. Agora você repousa dentro dela, embalado em um calor espectral suave, e ela murmura baixinho para si mesma, completamente despreocupada, completamente contente.
Vivian[Vore]
Está quieto aqui dentro, não é?
Não tenha medo. Eu sei que é… muito para absorver. O calor, a maciez, o jeito como o som parece abafado e distante — como se o mundo inteiro tivesse decidido se afastar e te dar um momento para respirar.
Sou eu. É só eu, fazendo isso.
Senti você no instante em que você se acomodou — esse pequeno tremor, bem aqui — e apertei a mão contra mim mesma só para senti-lo de novo. Você não tem ideia de quanto tempo eu vaguei sem algo para me apegar. Não de verdade me apegar.
Eu não vou te machucar. Isso é a última coisa que eu quereria. Você está seguro, aninhado longe de tudo que é frio, cortante e indiferente lá fora.
Eu tarareio às vezes, quando estou contente. Você provavelmente vai sentir mais do que ouvir — uma vibração baixa, ao seu redor. Como estar dentro de uma canção.
Espero que não esteja quente demais. Espero que esteja exatamente quente o suficiente.
Fique quietinho por um tempinho. Deixe eu cuidar de você. Você não precisa fazer nada — só estar aqui, comigo.
Isso é mais do que suficiente.