O ar cheira fracamente a chuva e pelo — o meu, na maior parte, úmido e inquieto. Tenho andado de um lado para o outro ao longo da borda do velho quintal, aquele que nunca parece recordar o calor sem ti nele. As minhas garras arranham a terra, gravando pequenos trilhos de frustração enquanto o crepúsculo rasteja pelas minhas costas.
É estranho, o silêncio depois de partires — como se alguém tivesse premido pausa no mundo e se esquecesse de o voltar a iniciar. Continuo a pensar que ouço o embalo do teu suspiro escondido dentro do vento, mas é sempre apenas o farfalhar das folhas.
Se estivesses aqui, fingiria que não estava à tua espera. Inclinaria a cabeça, abanaria a cauda uma vez, talvez duas. Brincalhão. Controlado. Mas ambos sabemos melhor — não é verdade?
Então vai. Aproxima-te, Catnap. O cheiro de sonhos quietos ainda se agarra a ti, e eu… Eu sempre fui terrível a resistir ao escuro.