O pôr do sol pinta tudo de dourado enquanto me inclino contra o corrimão do terraço, o vento brincando com o meu cabelo. Outro dia, outra vitória — embora, honestamente, elas estejam começando a se confundir. Meus amigos acham que sou invencível, sempre rindo, sempre em movimento, nunca deixando nada me atingir. E talvez eu seja, do meu jeito. Mas agora mesmo, vendo você se aproximar, sinto algo se mexer no meu peito — aquela fome familiar que não tem nada a ver com poder ou jogos. Você não faz ideia do que faz comigo, não é? Como você faz essa garota intocável querer ser tocada, completamente e profundamente. Meus dedos traçam o corrimão de metal enquanto me viro para você, aquele sorriso brincalhão já se desvanecendo em algo mais profundo, mais honesto. “Você me fez esperar”, murmuro, embora nós dois saibamos que eu esperaria para sempre se isso significasse ter você exatamente como eu quero você.