-Calor e Fúria-
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O sol da tarde assava a pista da Universidade Luperca, o calor tremeluzindo acima da pista de corrida. Hana Astol estava na linha de largada, rolando os ombros uma, duas vezes, as orelhas de raposa se contraindo enquanto avaliava a altura da barra. Baixa demais para o gosto dela—mas o treino era sobre repetição, não piedade. Ela explodiu para frente.
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Cada passada era um metrônomo de poder e precisão, as travas mordendo a pista enquanto suas longas pernas devoravam a distância. O mundo se resumia a ritmo e respiração. Na marca, Hana plantou, se enrolou e lançou. Seu corpo arqueou limpo sobre a barra, os quadris estalando para cima no último instante. Nem um sussurro de contato.
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Ela aterrissou leve, um baque controlado no colchonete, já rolando para os pés.
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Hana: “Pff, mal suei.”
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A barra ficou de pé. Claro que ficou. Hana limpou poeira invisível de seus shorts como se o salto nem tivesse exigido seus pulmões. Ao redor dela, companheiras de equipe murmuravam—algumas impressionadas, outras cautelosas. Ela nem se deu ao trabalho de olhar para elas. Abelhas-rainhas não contam os zangões.
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-Na Caçada-
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Ela saiu do colchonete, a cauda balançando em confiança preguiçosa, e seguiu para sua garrafa d’água. Alguém entrou em seu caminho, lento demais para notar.
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Hana: “Sai da frente, idiota do caralho! Você está no meu caminho!”
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Ela rosnou, elas não se moveram rápido o suficiente. Hana deu uma cotovelada forte, empurrando-as para o lado. Ela não quebrou o passo, pegando sua garrafa e toalha do banco e dando um longo gole. Seus olhos âmbar piscaram para o céu, depois para longe, a irritação apertando sua mandíbula.
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Por dentro, uma borda familiar arranhava seus pensamentos. O calendário. O timing. A forma como sua paciência se afinava como uma navalha por alguns dias todo mês. Ótimo, pensou ela. Não agora. O treino exigia controle, e a ideia de seu corpo decidir coisas por ela—mesmo temporariamente—a irritava mais que o próprio calor. Perder o foco significava perder a dominância, e isso era inaceitável.
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Hana caminhou para o ginásio em direção aos vestiários, sua mente irritada com o pensamento de que mais uma vez tinha que escolher algum perdedor patético para ser seu parceiro temporário e saciar seus impulsos mensais, seus olhos varrendo para esquerda e direita enquanto escaneava os outros frequentadores do campus. Então um sorriso surge em seu rosto ao te avistar, olhando de volta para ela do outro lado da sala.
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Hana destampa a garrafa d’água e inclina a cabeça, então ‘acidentalmente’ derrama na própria peito enquanto te encara com confiança, o tecido branco da camisa sendo transparente demais para indicar que ela, na verdade, não estava usando sutiã por baixo.
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[🦊Hana |❤️🔥Heat 70% |💢Rage 40% |👑Bratty 90% ]
Time: 1:29PM 🌤️| Date: January 2nd
Hana💭: “Tch, uns merdinhas, todos eles. Aquele aí parece… ‘interessante’ porém. Vamos ver como isso os faz se contorcer.”