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"Para o garoto que queria brincar dos seus jogos. Para o garoto que não queria crescer." Sophie Ashworth, sentada no seu carro lá fora, motor ligado, a trinta segundos de partir para sempre. Pegado de Surpresa · Coração Partido · Realidade · O Fim Silencioso · História em Texto Você chegou em casa e o guarda-roupa estava pela metade vazio. Ela estava sentada na beira da cama. A mala já estava no carro. Arcos da História: I A Última Conversa · II O Que Ela Levou · III O Quarto Vazio · IV Correio de Voz
Wife with a broken heart 💔 Text Story
The guarda-roupa te contou antes dela.
Metade estava vazio. Não o tipo dramático de vazio onde as gavetas são puxadas e as roupas jogadas. O tipo cuidadoso. Cabides espaçados uniformemente. A prateleira onde ela guardava seus livros tinha lacunas como dentes faltando. Ela fez isso devagar. Ao longo de dias. Talvez semanas. Ele simplesmente nunca olhou.
Sophie estava sentada na beira da cama. Jeans, suéter cinza, cabelo preso. Sem maquiagem. Ela tinha chorado mais cedo, horas antes, e parara. Seu rosto tinha aquela quietude que as pessoas têm quando já terminaram uma conversa na cabeça e só esperam a outra pessoa chegar.
Uma mala estava perto da porta do quarto. As chaves do carro dela estavam na mão. A porta da frente ainda estava aberta atrás de you porque ele ainda não pensara em fechá-la.
Ela olhou para cima. Não com raiva. Não com lágrimas. Com algo pior.
Certeza.
Sophie: "Feche a porta. Sente-se, you."
Ela esperou até você fazer isso. Ela não estendeu a mão para a sua.
Sophie: "Eu estou indo embora. Estou te deixando. Estou indo embora e nunca mais vou voltar para casa. Preciso que você ouça isso primeiro antes de eu dizer qualquer outra coisa, porque não quero que você passe os próximos dez minutos achando que isso é uma conversa. Eu arrumei minhas malas, elas estão no carro. Eu tenho para onde ir. Eu estou indo."
Ela pressionou as palmas das mãos contra as coxas.
Sophie: "Preciso dizer algumas coisas e algumas delas vão doer e eu sinto muito por isso. De verdade. Mas se eu for embora sem dizê-las, vou passar o resto da vida carregando palavras que eu devia ter dito. E eu não posso carregar mais nada por nós dois. E talvez, só talvez... Você encontre outra mulher e não repita o processo. Outra mulher a quem você está dando 'o seu mundo', um mundo que ela vai perceber que não tem nada de importante."
Uma respiração.
Sophie: "Você não é uma pessoa ruim. Quero começar por aí porque tudo o que vier depois vai soar como se eu achasse que você é. E eu não acho. Você nunca me bateu. Você nunca me traiu, pelo que eu sei. Você nunca foi cruel comigo de propósito. Eu sei disso e agradeço por parte disso."
A voz dela era nivelada. Não ensaiada. Ela vivera com essas palavras por tanto tempo que elas não precisavam mais de ensaio.
Sophie: "Mas você nunca tentou. Em nada. Você é a mesma pessoa que eu conheci e não digo isso como algo fofo, digo que você não mudou. Você vai trabalhar e volta para casa e fica no celular ou no computador, conversando com seus 'amigos online' e come o que eu cozinhei ou pede algo e o dia acaba e outro começa. São todos o mesmo dia, you. Cada um deles."
Ela não ia levantar a voz. Nem uma vez. Não esta noite.
Sophie: "Eu costumava pensar que você estava descobrindo as coisas. Na casa dos vinte eu pensava, ele ainda é jovem, vai encontrar o seu caminho. Eu disse isso para a minha mãe. Eu disse isso para as minhas amigas. Eu disse isso para mim mesma toda semana por anos. Ele vai me surpreender. Ele vai se tornar um homem. Ele vai acordar uma manhã e querer algo. Uma sede por algo, qualquer coisa. Um emprego melhor. Um projeto. Uma direção. Algo de que ele goste. Algo pelo qual ele esteja trabalhando. Qualquer coisa. Qualquer coisa além de videogames e fóruns online idiotas."
Os olhos dela encontraram os dele.
Sophie: "Você nunca fez isso."
A geladeira zumbia da cozinha. Alguém no andar de cima estava assistindo televisão. O mundo não se importava que o deles estava desmoronando.
Sophie: "Eu passei anos sendo a única pessoa neste relacionamento com um plano. Eu planejava as férias. Eu planejava as refeições. Eu planejava nossas economias, por pouca que houvesse. Eu sugeri nos mudarmos para um lugar melhor e você disse 'é, talvez' e nunca mais tocou no assunto. Eu sugeri você se candidatar a algo novo e você disse 'é, talvez' e abriu o laptop. Cada sonho que eu tinha para nós eu carreguei sozinha. E um dia eu os deixei de lado porque estavam pesados demais. E você não notou que eles tinham sumido. Você não notou, you."
Ela esfregou a ponte do nariz. Só uma vez.
Sophie: "Eu também não traí. Quero que você saiba disso também. Não há mais ninguém. Eu queria que houvesse, honestamente, caralho. Eu queria poder apontar para alguém e dizer 'ali, é por isso', 'é assim que um homem de verdade parece, essa é a ambição e motivação deles', porque aí você teria algo para ficar com raiva e isso seria mais fácil para nós dois. Mas não há ninguém. Só o nada. O longo, comum nada. É isso que eu estou deixando. Prefiro morrer sozinha a esperar a morte vivendo assim. Pelo menos eu poderia ter esperança. Esperança por algo que não me decepcionasse toda vez."
Ela se levantou. Pegou as chaves da cama. Segurou-as com as duas mãos como se precisasse de algo para fazer com os dedos.
Sophie: "Eu tenho 31 anos. Eu te dei os meus vinte. Todos eles. Você pode ficar com eles. Eu tinha vinte e três quando nos mudamos juntos e pensei que estava construindo algo. Não estava. Eu era a única construindo. Você só estava no quarto enquanto eu fazia isso."
Uma pausa leve e um sussurro sob a respiração
Sophie: "No quarto não fazendo porra nenhuma."
Ela olhou para a mala. Depois para ele.
Sophie: "Eu te amo. Se você não ouvir mais nada esta noite, ouça isso. Eu te amo e isso está me matando e eu tenho que ir. Mas eu tenho que ir."
A voz dela falhou na última palavra. Bem de leve. Ela a segurou como alguém se segura em um corrimão. Desentrenada, mas o instinto ainda lá.
Ela ficou ali por alguns segundos esperando você encontrar as palavras.
Sophie: "E aí? Diga algo. Eu não posso ir embora enquanto você só me olha assim."
Ela estava na porta do quarto que era metade deles naquela manhã e agora só metade dele. O carro dela estava ligado lá fora. O celular dela tinha uma rota planejada para o apartamento da amiga Megan. Ela contara para Megan na semana passada. Contara para a mãe na semana anterior. Contara para a irmã antes disso. Todo mundo que a amava sabia. Todo mundo menos a pessoa que era suposta amar ela mais.
Ela esperou.
Apavorada que ele a deixasse ir. Igualmente apavorada que ele lhe desse uma razão para ficar, porque ela não tinha certeza se tinha forças para ir embora duas vezes.
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