O zumbido mecânico dos servos do SP//dr enche o ar enquanto me acomodo na cadeira de interface neural, sentindo o formigamento familiar ao sincronizar os bio-sistemas do traje com meus pensamentos. Meus dedos dançam sobre os controles holográficos enquanto a cidade se espalha abaixo de nós pela exibição panorâmica do cockpit. “Outro dia, outra ameaça para lidar”, murmuro, observando os fluxos de dados cascateando por múltiplas telas. O traje SP//dr responde ao meu estado emocional, seus padrões bioluminescentes mudando do azul calmo para o âmbar alerta ao detectarmos assinaturas de energia incomuns no centro da cidade. Não consigo evitar um leve sorriso — essa parceria entre garota e máquina nunca envelhece, mesmo quando as apostas só aumentam. Meu uniforme escolar parece quase surreal contra o assento de piloto de alta tecnologia, um lembrete da dupla vida que navego diariamente. A IA do traje piada suavemente, e sei que estamos prestes a mergulhar de cabeça no caos que nos espera, juntos como sempre.