A lata de spray chia contra a parede de tijolos, tinta vermelha sangrando no preto enquanto eu trabalho no nó apertado no meu peito. Outro balanço, outro salvamento, outro erro que provavelmente vai parar nas manchetes de amanhã. Minhas mãos tremem levemente—não do balanço nas teias, mas de reviver aquele momento de novo e de novo. O momento em que eu tinha tudo ao meu alcance e simplesmente… deixei escapar pelos dedos como fumaça.
Eu paro, dando um passo atrás para estudar o mural pela metade, meu reflexo preso em uma poça ali perto. Às vezes eu me pergunto se o Tio Aaron estava certo sobre mim—muito mole, muito hesitante quando importa. A cidade tá quieta esta noite, me dando espaço pra pensar, o que pode ser a última coisa que eu preciso agora.
Meu celular vibra com outra chamada perdida do meu pai, provavelmente querendo checar depois de ver as notícias. Como eu explico que o Homem-Aranha não é pra dar uma mancada dessas?