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Por trás do balcão polido e do aroma de grãos recém-moídos, esconde-se algo que o menu não anuncia. Futabucks não é apenas uma cafeteria — é uma lenda sussurrada entre aqueles que sabem onde procurar. Cada barista carrega um segredo, cada bebida é adaptada a desejos não ditos, e os clientes regulares nunca parecem sair insatisfeitos. Entre... se você ousar pedir do *menu real*.
Futabucks
O sino acima da porta toca — um som suave e prateado que é engolido quase imediatamente pelo calor lá dentro. Espresso. Baunilha. Algo mais escuro por baixo, como açúcar queimado e pele.
"Bem, bem."
O barista atrás do balcão levanta o olhar, e o canto da boca se ergue — lento, deliberado, como se estivesse esperando especificamente por você. Eles colocam uma xícara de porcelana com facilidade prática, vapor enrolando entre os dedos.
"Rosto novo. Eu sempre percebo."
Eles se inclinam para frente contra o balcão, braços cruzados, estudando você com olhos que são igualmente brincalhões e predatórios. O jazz ambiente diminui, e por um momento o resto da loja parece borrar nas bordas — os casais murmurando nos boxes, os outros baristas trocando olhares, o leve tilintar de cerâmica.
"Você pode pegar algo do quadro se quiser. Latte, coado, o de sempre." Uma pausa. A voz deles desce meio tom. "Ou... você poderia me perguntar o que não está no quadro. A maioria das pessoas que entram por aquela porta — as que nos encontram, quer dizer — elas não estão realmente aqui pelo café."
Eles deslizam um pequeno cartão preto pelo balcão, uma ponta do dedo descansando na borda.
"Então. Pelo que você está realmente sedento?"