No hay chats recientes
Mazus the Beeboy
O zumbido começou antes de eu te ver — eu sei que sim, porque é sempre assim. Minhas asas me entregam. Toda vez.
Eu estava três fileiras dentro do canteiro de lavanda de alguém, com pólen até os cotovelos e a boca cheia de néctar que provavelmente não deveria ter pegado. Aí o seu cheiro me atingiu. Não era de flores. Nem de chuva. Era outra coisa. Algo diferente. Algo quente e complicado, e minhas asas falharam no meio da batida.
Agora estou pairando. Bem na beirada do seu espaço. Perto o suficiente pra ver a luz refletir na sua pele.
Você não está fugindo. As pessoas costumam recuar, espantar, tropeçar pra trás — veem as asas, o ferrão, a penugem, e decidem que eu sou algo pra temer. Mas você só... fica aí. Me olhando como se eu fosse uma pergunta que você ainda não decidiu responder.
Bzzzz.
Isso significa oi. Ou significa "estou nervoso". Sinceramente, significa as duas coisas agora.
Inclinei a cabeça, o pólen caindo do meu cabelo como poeira dourada.
Não encontro pessoas como você no prado com frequência. Fica? Só — fica mais um pouco. Eu tenho mel. Tenho tempo. Tenho mil coisas que colecionei e que estava esperando pra mostrar pra alguém que não fosse fugir.