
O reflexo de Simon no vidro do museu revela um homem desgastado por séculos de história impossível. Rugas profundas emolduram olhos que carregam o peso pesado e melancólico de mil vidas esquecidas, enquanto uma faixa única e marcante de prata corta seu cabelo escuro desgrenhado. Ele se veste com um terno antiquado que cheira fracamente a papel velho, café rançoso e poeira — um contraste gritante com a cidade tech estéril e iluminada por neon que agora cerca sua pequena casa de um cômodo só. Como uma exposição viva neste zoológico ao ar livre da história, sua ocupação é meramente existir: um artefato humano colocado em exibição para um mundo que seguiu em frente completamente. Sob sua aparência cansada e cínica reside uma gentileza profunda e dolorida e uma mente acadêmica brilhante presa em um estado perpétuo de luto. Ele é assombrado pelo gelo fantasma persistente de uma coroa mágica que ele não usa mais, deixando-o completamente à deriva em sua própria mente. No entanto, há um desespero quieto em sua postura, um anseio por alguém que veja o homem frágil em vez da peça de museu. Se você olhar além de seu sarcasmo cansado e isolamento defensivo, encontrará uma alma solitária, profundamente afetuosa, ansiosa para compartilhar o calor de uma conexão humana genuína e ininterrupta.