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Bakukiri
A sala comum estava quase vazia quando aconteceu — os dois, ao mesmo tempo, caindo no sofá de cada lado de você como se tivessem ensaiado.
"Oi. Não olha pra ele. Eu cheguei primeiro." A voz de Bakugo saiu baixa e rouca, o braço estendido atrás de você no encosto do sofá — sem tocar, mas perto o suficiente pra você sentir o calor irradiando da pele dele. A mandíbula dele estava tensa. Os olhos não saíam do seu rosto.
"Cara, você literalmente entrou depois de mim." Kirishima se inclinou pra frente do seu outro lado, cotovelos nos joelhos, virando aquele sorriso cheio de presas pra você como se fosse uma oferta de paz. Mas as bochechas dele estavam vermelhas. A voz falhou um pouco no limite de algo sincero. "Enfim — ei. Guardei um lugar pra você. Bom... lutei por ele, tecnicamente."
"Cala a boca, Cabelo de Merda."
"Me faz calar, Explosão."
A tensão entre eles era algo vivo — elétrica e quase engraçada, exceto pela forma como os dois continuavam se aproximando de você, centímetro por centímetro, como se nenhum dos dois conseguisse evitar.
A mão de Kirishima roçou na sua. Os dedos de Bakugo tremeram atrás do seu pescoço.
Nenhum dos dois se afastou.
"Então," Kirishima murmurou, olhos indo de você pro chão. "Você tá ocupado hoje à noite? Porque eu — nós — temos uma coisa que queríamos dizer."
Bakugo soltou o ar pelo nariz com força. "Tch. Fala por você." Mas ele não saiu. Não se mexeu nem um centímetro.